quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Escolas Católicas acusam Ministério da Educação de “pressão inadmissível”

Padre Querubim Silva fala de ameaças por parte do ministério às escolas católicas.

“Uma pressão inadmissível”, é como o presidente da Associação Portuguesa das Escolas Católicas (APEC) responde ao Ministério da Educação que está a exigir aos colégios privados que assinem novos contratos de associação ao abrigo da nova legislação para o sector.

Segundo o padre Querubim Silva há mesmo ameaças de cortes no financiamento, mas este responsável diz que não vão fazer a vontade ao Governo.

“Mandaram às escolas ou adendas aos contractos que estão em vigor desde 31 de Agosto, ou novos contractos para vigorarem de 1 de Janeiro a 31 de Agosto, segundo as novas tabelas. As ameaças têm sido com pressão por telefone, sobretudo ontem à tarde, porque o prazo era até ontem à tarde, com ameaças de que se não fosse entregue até hoje, e nalguns casos até Sexta-feira, que não haveria dinheiro para pagar. Ontem, aconselhados por advogados, decidimos manter-nos firmes e não assinar. Agora veremos o que vem a seguir”, explica o Presidente da APEC.

O padre Querubim Silva volta a criticar a proposta de financiamento do Governo de 90 mil euros anuais por turma.

Já quanto á forma como o tema está a ser tratado na campanha para as presidenciais, elogia Cavaco Silva e Fernando Nobre: “O tema está a passar bem. Temos sido ordeiros e apenas fazemos sentir a nossa discordância, a nossa luta, apenas contra o Governo e não contra os candidatos presidenciais. A nossa presença nas campanhas tem sido para sensibilizar os candidatos para o problema. Pelo menos por Cavaco Silva e Fernando Nobre temos sido muito bem acolhidos”, conclui.

Fonte: http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=95&did=138374


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