O acordo assinado ontem entre o Ministério da Educação (ME) e a Associação de Escolas de Ensino Privado e Cooperativo mereceu muitas reservas por parte da Associação Portuguesa das Escolas Católicas (APEC). Em declarações há minutos à FAMÍLIA CRISTÃ, o Pe. Querubim Silva, presidente da APEC, revelou que esta manhã terá lugar uma reunião de esclarecimento sobre o acordo alcançado ontem entre o ministério e a AEEP, mas critica os contornos em que esse acordo foi atingido. «As contas do ME sobre os gastos com os alunos nas escolas estatais não vieram cá para fora e têm de vir. Enquanto o Estado não tiver a coragem de dizer os gastos que os contribuintes têm, não podemos parar», afirmou, acrescentando que «o acordo é um estratagema para esvaziar a reapreciação prevista para os próximos dias no Parlamento». Finalmente, o Pe. Querubim contestou o prazo de cinco anos que ficou definido no acordo para a reavaliação dos contratos de associação. «Um prazo de cinco anos para reapreciar a rede significa que o Estado continua apostado em liquidar por completo o ensino particular e cooperativo, e que tem cinco anos para construir mais escolas e poder dizer que não precisa de ninguém», disse, acrescentando que, nesse caso, «só os ricos passam a ter hipótese de escolha para a escola dos seus filhos».
Tribunais de Aveiro e Leiria aceitam providência cautelares
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Os tribunais administrativos de Aveiro e Leiria aceitaram as providências
cautelares das escolas com contratos de associação. Os tribunais
administrativos ...







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