A ministra da educação disse isto à margem do 36º Encontro da Confap, realizado ontem em Santo Tirso:
"Em menos que alguns meses é impossível alterar um modelo, quanto mais fazer um novo".
A ministra da educação anda atarefada, atrás do primeiro-ministro, a percorrer o país em ações de propaganda. Segundo os media, é até uma das ministras com mais presenças na pré-campanha eleitoral do PS.
o que leva uma mulher, que não precisa nada da política para viver, que está no final de uma carreira profissional bem sucedida, que ganha em 10 anos de direitos de autor mais do que um vulgar professor recebe em toda a vida prestar-se a fazer de megafone de um partido e de um líder que levaram o país à insolvência e à bancarrota?
Que mistérios existem na natureza humana para que uma pessoa, nas condições descritas atrás, se preste a um papel tão desgraçadamente infeliz?
Para que lhe serve a licenciatura em Filosofia? Não é, supostamente, para refletir e para inquirir a realidade de forma crítica?
Não acredito que seja a miragem de uma prebenda. A atual ministra da educação não precisa de prebendas para nada. Pertence ao reduzido grupo de portugueses que não tem razões materiais para se preocupar com a bancarrota do país. Sou, portanto, levado a concluir que Isabel Alçada se presta a este papel por convicção. Acredito que ela, no dia 5 de Junho, se o PS perder as eleições, voltará a casa para se dedicar apenas a fazer o que faz bem: escrever livros para crianças.
Ficará para a história como uma bem sucedida escritora de livros para crianças que teve a infelicidade de ver o nome associado ao governo da bancarrota Sócrates a quem deu apoio incondicional e entusiástico até ao fim.
Voltando agora às declarações da ministra da educação, feitas ontem em Santo Tirso, apetece dizer:
Mas por que raio é necessário que exista um modelo de avaliação de desempenho que demore mais de dois meses a desenhar? E, estando as progressões congeladas - se calhar para sempre, pois não me admiraria nada que a troika imponha a extinção dos regimes especiais da função pública -, para que serve a atual avaliação de desempenho? Para punir os professores com burocracia? Ou para o primeiro ministro dizer que obrigou 150 mil professores a serem avaliados?
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