O corte de financiamento a três turmas, já a partir do próximo ano lectivo, obriga a Direcção a reduzir o pessoal docente e não docente.
Depois de no início do corrente ano terem visto os seus salários duplamente reduzidos (para além dos cortes da função pública, foram estabelecidas outras penalizações pecuniárias), professores e funcionários não docentes do Colégio de Nossa Senhora da Apresentação, em Calvão (Vagos), enfrentam, agora, o “papão” do despedimento.
Em causa está a efectiva redução da verba transferida pela tutela, resultante do acordo assinado entre o Ministério da Educação e Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (AEEPC).
O referido documento, que definiu novas regras para cortes nos polémicos contratos de associação, entra em vigor já no ano lectivo 2011/2012. O Colégio de Calvão, que actualmente possui 102 professores e 66 assistentes, vai perder seis turmas em cinco anos, sendo, de resto, o mais penalizado das quatro instituições tuteladas pela Diocese de Aveiro.
De acordo com o director daquele estabelecimento de ensino, o Ministério da Educação propõe-se “cortar” o apoio financeiro a três turmas. “Embora não tenhamos recebido a proposta formal do acordo negociado, ela existe”, disse o padre Querubim Silva, que terá alertado a DREC para o facto do acordo prever, neste primeiro ano, uma redução “até ao máximo de três turmas”.
Eduardo Jaques







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