sábado, 15 de outubro de 2011

Exames difíceis afastaram escolas públicas do topo dos rankings

As escolas públicas não resistiram a exames mais difíceis. No ensino básico e secundário nenhuma figura entre os 20 primeiros lugares das tabelas feitas com base nos resultados dos exames nacionais, os chamados rankings. No ano passado ainda existiam quatro neste primeiro pelotão, duas por cada nível de ensino.
Esta é uma das principais conclusões dos rankings de 2011 do PÚBLICO para as escolas do ensino básico e secundário – e que está disponível num suplemento de 32 páginas na edição impressa ou em formato pdf para assinantes online.

O suplemento contém as listas das escolas, ordenadas por média de exame, textos de Clara Viana, Bárbara Wong, Andreia Sanches, Samuel Silva, Graça Barbosa Ribeiro, Ricardo Vilhena e várias infografias concebidas por Joaquim Guerreiro, José Alves, Célia Rodrigues, Cátia Mendonça e Ricardo Garcia.

O essencial do suplemento:

- A escola que pagou aos alunos para terem boas notas

- Onde estão as escolas que melhor se saem nas provas nacionais? O que dizem professores e directores? Por que razão o ensino particular se destaca?

- Quais os segredos das cinco escolas que ficaram nos primeiros lugares, no secundário e no básico

- Por que é que as notas dadas pelos professores são tão diferentes das do exame nacional?

- Entrevista a Gert Biesta, um crítico dos rankings

Uma lista dinâmica online dos rankings do básico e do secundário permite encontrar as escolas que interessam a cada um.

Veja também os principais resultados dos rankings numa infografiaonline.

As escolas são diferentes, mas umas são mais parecidas do que outras. Os resultados de 2011 mostram escolas que mantiveram, no essencial, o mesmo nível de desempenho, seja no topo ou no final da tabela. Mas também dão conta das que conseguem dar a volta aos resultados e de outras que se afundam. Permitem ainda espreitar o que aconteceu nas quatros provas mais concorridas e constatar, por exemplo, que as escolas também chumbam.

Os resultados dos exames dão apenas conta de uma parte do trabalho que é feito nas escolas. Com alunos mais diversificados, muitas escolas públicas não deixam de sentir que, feitos assim, os rankings não lhes fazem justiça. O ensino particular não se queixa.

Sem outros dados disponíveis, a ordenação das escolas em função das notas dos exames – que são iguais em todo o país – são o instrumento possível. Um instrumento de trabalho, para as escolas; de informação, para pais, alunos e para todos quantos queiram saber o que acontece com as notas dos alunos nas 609 secundárias e nas 1283 básicas do país.

Para a elaboração destes rankings, que começaram a ser realizados há 11 anos, as notas que contam são as obtidas pelos alunos internos na 1ª fase dos exames nas oito disciplinas mais concorridas. Os internos são aqueles que frequentam as escolas durante todo o ano lectivo.

Por Clara Viana
http://publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/exames-dificeis-afastaram-escolas-publicas-do-topo-dos-rankings-1516603

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