As escolas públicas não resistiram a
exames mais difíceis. No ensino básico e secundário nenhuma figura entre
os 20 primeiros lugares das tabelas feitas com base nos resultados dos
exames nacionais, os chamados rankings. No ano passado ainda existiam
quatro neste primeiro pelotão, duas por cada nível de ensino.
Esta é uma das principais conclusões dos
rankings de 2011 do PÚBLICO para as escolas do ensino básico e
secundário – e que está disponível num suplemento de 32 páginas na
edição impressa ou em formato pdf para assinantes online.
O
suplemento contém as listas das escolas, ordenadas por média de exame,
textos de Clara Viana, Bárbara Wong, Andreia Sanches, Samuel Silva,
Graça Barbosa Ribeiro, Ricardo Vilhena e várias infografias concebidas
por Joaquim Guerreiro, José Alves, Célia Rodrigues, Cátia Mendonça e
Ricardo Garcia.
O essencial do suplemento:
- A escola que pagou aos alunos para terem boas notas
-
Onde estão as escolas que melhor se saem nas provas nacionais? O que
dizem professores e directores? Por que razão o ensino particular se
destaca?
- Quais os segredos das cinco escolas que ficaram nos primeiros lugares, no secundário e no básico
- Por que é que as notas dadas pelos professores são tão diferentes das do exame nacional?
- Entrevista a Gert Biesta, um crítico dos rankings
Uma lista dinâmica online dos rankings do básico e do secundário permite encontrar as escolas que interessam a cada um.
Veja também os principais resultados dos rankings numa infografiaonline.
As
escolas são diferentes, mas umas são mais parecidas do que outras. Os
resultados de 2011 mostram escolas que mantiveram, no essencial, o mesmo
nível de desempenho, seja no topo ou no final da tabela. Mas também dão
conta das que conseguem dar a volta aos resultados e de outras que se
afundam. Permitem ainda espreitar o que aconteceu nas quatros provas
mais concorridas e constatar, por exemplo, que as escolas também
chumbam.
Os resultados dos exames dão apenas conta de uma parte
do trabalho que é feito nas escolas. Com alunos mais diversificados,
muitas escolas públicas não deixam de sentir que, feitos assim, os
rankings não lhes fazem justiça. O ensino particular não se queixa.
Sem
outros dados disponíveis, a ordenação das escolas em função das notas
dos exames – que são iguais em todo o país – são o instrumento possível.
Um instrumento de trabalho, para as escolas; de informação, para pais,
alunos e para todos quantos queiram saber o que acontece com as notas
dos alunos nas 609 secundárias e nas 1283 básicas do país.
Para a
elaboração destes rankings, que começaram a ser realizados há 11 anos,
as notas que contam são as obtidas pelos alunos internos na 1ª fase dos
exames nas oito disciplinas mais concorridas. Os internos são aqueles
que frequentam as escolas durante todo o ano lectivo.
http://publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/exames-dificeis-afastaram-escolas-publicas-do-topo-dos-rankings-1516603







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