Alerta feito pela Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo
Colégios a fechar, dentro e fora das grandes zonas urbanas, retratam os
efeitos da crise no setor, alerta a Associação
dos Estabelecimentos de Ensino Particular e
Cooperativo (AEEP), para a qual a situação é de grande apreensão,
noticia a Lusa.
Um inquérito realizado junto dos associados da AEEP revela que, no global, a perda de alunos não ultrapassa os 0,3 por cento, muito devido ao surgimento de novos colégios em zonas com capacidade financeira e à manutenção de outros de grande dimensão de enraizada tradição.
Porém, muitos colégios de menor dimensão não são associados da AEEP ou já não responderam ao questionário porque tiveram de encerrar.
«Por um lado congratulamo-nos com o facto de no universo de associados da AEEP a situação ser de estabilidade global, embora esta estabilidade global esconda uma situação muito difícil para muitos estabelecimentos», admitiu à agência Lusa o diretor executivo da associação, Rodrigo Queiroz e Melo.
Por segmentos, no universo AEEP, verificou-se a maior perda de alunos (4,2 por cento), no pré-escolar, seguindo-se o 1.º ano do ensino básico (2,5 por cento) e o 2.º Ciclo (1,5 por cento).
O responsável pela associação atribui estes números à quebra demográfica e a uma maior oferta do sistema público.
No 3.º Ciclo, a AEEP diz que teve mesmo um crescimento de 2,9 por cento e no secundário de 1,4 por cento.
Estes números, segundo a AEEP, são o espelho da importância que os portugueses dão ao ensino e do esforço que estão a fazer para manter os alunos nestes estabelecimentos.
«Se é verdade que há muitos estabelecimentos, sobretudo estabelecimentos mais recentes que estão a crescer, há estabelecimentos, especialmente as organizações mais pequenas, que estão com enormes dificuldades, portanto há aí uma perda significativa de alunos que pode colocar em risco o próprio estabelecimento», advertiu.
Embora sem revelar números sobre o encerramento de colégios no último ano, Rodrigo Queiroz e Melo admitiu tratar-se de um fenómeno que continua, sobretudo ao nível de pequenas organizações, muitas das quais não são associadas da AEEP.
«Os dados deste ano devem levar a uma reflexão profunda sobre as desigualdades de oportunidades no sistema educativo português, em que só têm acesso ao ensino particular e cooperativo as famílias que podem pagar as mensalidades», critica a AEEP.
De acordo com o dirigente da AEEP, há muitas organizações de pequena dimensão ao nível das creches, pré-escolar e 1.º Ciclo, na área das IPSS onde estão a verificar-se encerramentos: «Esse setor que é um setor muito desprotegido, de organizações pequenas, está a fazer muitos fechos».
Um inquérito realizado junto dos associados da AEEP revela que, no global, a perda de alunos não ultrapassa os 0,3 por cento, muito devido ao surgimento de novos colégios em zonas com capacidade financeira e à manutenção de outros de grande dimensão de enraizada tradição.
Porém, muitos colégios de menor dimensão não são associados da AEEP ou já não responderam ao questionário porque tiveram de encerrar.
«Por um lado congratulamo-nos com o facto de no universo de associados da AEEP a situação ser de estabilidade global, embora esta estabilidade global esconda uma situação muito difícil para muitos estabelecimentos», admitiu à agência Lusa o diretor executivo da associação, Rodrigo Queiroz e Melo.
Por segmentos, no universo AEEP, verificou-se a maior perda de alunos (4,2 por cento), no pré-escolar, seguindo-se o 1.º ano do ensino básico (2,5 por cento) e o 2.º Ciclo (1,5 por cento).
O responsável pela associação atribui estes números à quebra demográfica e a uma maior oferta do sistema público.
No 3.º Ciclo, a AEEP diz que teve mesmo um crescimento de 2,9 por cento e no secundário de 1,4 por cento.
Estes números, segundo a AEEP, são o espelho da importância que os portugueses dão ao ensino e do esforço que estão a fazer para manter os alunos nestes estabelecimentos.
«Se é verdade que há muitos estabelecimentos, sobretudo estabelecimentos mais recentes que estão a crescer, há estabelecimentos, especialmente as organizações mais pequenas, que estão com enormes dificuldades, portanto há aí uma perda significativa de alunos que pode colocar em risco o próprio estabelecimento», advertiu.
Embora sem revelar números sobre o encerramento de colégios no último ano, Rodrigo Queiroz e Melo admitiu tratar-se de um fenómeno que continua, sobretudo ao nível de pequenas organizações, muitas das quais não são associadas da AEEP.
«Os dados deste ano devem levar a uma reflexão profunda sobre as desigualdades de oportunidades no sistema educativo português, em que só têm acesso ao ensino particular e cooperativo as famílias que podem pagar as mensalidades», critica a AEEP.
De acordo com o dirigente da AEEP, há muitas organizações de pequena dimensão ao nível das creches, pré-escolar e 1.º Ciclo, na área das IPSS onde estão a verificar-se encerramentos: «Esse setor que é um setor muito desprotegido, de organizações pequenas, está a fazer muitos fechos».







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